“Tolo, acha mesmo que é capaz de amar alguém feito eu? Sou hipócrita e orgulhosa. Detesto todos os tipos de pessoas. Não consigo conviver com ninguém. Não quero conviver com ninguém. Quero distância de pessoas legais demais. Quero mais distância ainda de pessoas chatas. Não curto meio termo. Ou eu amo, ou eu odeio. Não costumo ser indiferente a ninguém. Mas também não amo. Digo, já me apaixonei, várias vezes até. Mas amor, amor mesmo, nunca. Talvez algumas ilusões por aqui ou por ali. Mas amor, nem sei o que é isso… E não venha com aquele papo de que me ensinará a amar. Não quero aprender, estou bem assim. Adoro isso. Adoro não sofrer. Adoro fingir sentimentos. Não sou falsa, apenas prezo pelo meu coração. Antes os deles, do que o meu. Sou assim mesmo. Fria, grossa, estúpida. Impossível alguém me amar. E bota impossível nisso. Não sou atraente em nenhum sentido. Até queria ser, mas infelizmente eu sou isso aí. Louco é aquele que me elogia. Mal sabe a besteira que está dizendo… E eu não confio nas pessoas. Prefiro guardar, do que expor e não ser compreendida. Desculpa, eu sou assim. Nem tente se aproximar. Eu sempre afasto as pessoas. É quase uma mania. Talvez um escudo. É bom. É bom não ter o coração partido. Se é que eu possuo um. Prefiro que me detestem. O ódio é bom, mantém as pessoas afastadas. Mas então, se algum dia, alguém resolver amar, ah… Este alguém com certeza deverá ser internado. Só um louco é capaz de cometer tal erro. Talvez nem um louco.” (Cibele S. | spoiled)
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